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"Bom dia, Quando tudo parece incerto, a âncora não está nas circunstâncias, está em Deus. Ele não muda, não falha, não abandona. Em meio a tudo que oscila, Ele permanece. Seja firme em Deus!" -

Santo Agostinho

Última atualização: 29/08/2021 | 12:16:23

Por Andréia Alexandre – Equipe Jornalismo PASCOM

Santo Agostinho foi um filósofo da idade média, cujo trabalho ajudou a fundar as bases da filosofia adotada pela Igreja Católica, bem como levantar questões que influenciaram a toda a história posterior da filosofia.

Agostinho e os filósofos cristãos defendiam que o fundamento e a essência da vida deveriam ser a fé, particularmente, a fé cristã. A partir da fé os homens tomariam decisões importantes em suas vidas e realizariam os julgamentos morais; para a razão era legada a atuação na vida cotidiana, em decisões menores e rotineiras.

Agostinho, por outro lado, conhecedor da filosofia por trás de diversas religiões e muito bem versado em filosofia geral, buscava na razão a justificativa para a fé. Se de um lado entendia que a fé era fundamental, e nunca pretendeu que a razão a subjugasse, de outro entendia que era preciso algo além da própria fé para levar os homens descrentes a considerá-la.

Explorou a questão da liberdade humana, na forma do livre arbítrio, defendendo que a Graça Divina seria o elemento garantidor da liberdade. Formulou ainda a doutrina do pecado original e a teoria da guerra justa.  Agostinho também utilizou-se de argumentos céticos, especialmente em sua refutação à corrente filosófica conhecida como acadêmicos.

Agostinho defendeu o conhecimento natural e a razão, ao afirmar que, se passagens da bíblia cristã, contradizem a ciência ou a razão, estas passagens devem ser reinterpretadas como metáforas estendidas, não como história. Sua justificativa é a de que a razão, teria sido dada por Deus, que sendo benevolente, não daria aos homens uma razão enganadora que fosse inclinada a contradizer a bíblia, por mero capricho ou erro.

No que concerne a sua teoria do conhecimento, Agostinho defendeu que o testemunho de outras pessoas, mesmo quando não nos traz uma informação verdadeira ou passível de verificação, pode nos trazer novos conhecimentos. Agostinho, desenvolveu ainda o "argumento a partir da analogia a outras mentes", como solução padrão para o problema das outras mentes.

Segundo Agostinho, os cristão deveriam ser filosoficamente e pessoalmente pacifistas. Isto significa dizer, que os cristãos deveriam defender a paz, optando por ela por princípio, sempre que possível, mas permite que, quando não for possível estabelecer a paz, faça-se a guerra.

Entendeu que uma postura pacifica perante um mal, que apenas poderia ser parado pela violência é um pecado, uma vez que permite a perpetuação deste mal. Nestes casos os cristãos deveriam considerar que uma guerra só é justa, se seu objetivo for a manutenção da paz.


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