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SÃO JOSÉ: UM PRESENTE DE DEUS PARA NÓS
15 a 21/03/2021

1º passo = Encontro
(acolhida) | 10 min

(Cafezinho, se houver. Também pode ser oferecido no final da reunião). Quebra-gelo: Escolha no seu livro, um quebra-gelo ideal para sua célula.

2º passo = Exaltação
15 min.

(As músicas devem corresponder ao louvor e à adoração)

Louvor

1) à escolha
2) à escolha

3º passo = Edificação
(ensino) 40 min
Leitura:
Mt 1, 18-25
Salmo:
1, 1-6

Hoje falaremos sobre um grande homem de Deus: São José, pai adotivo de Jesus e esposo de Nossa Senhora. É uma grande riqueza para nós, católicos, a devoção a São José, cuja festa celebramos no dia 19 de março. Ainda que a palavra de Deus nos fale tão pouco dele, conseguimos refletir e mergulhar nesse mistério tão silencioso que foi a sua vida de comunhão com Deus. Afinal, que responsabilidade ser o pai adotivo do nosso Senhor Jesus Cristo!  Uma missão tão sublime, que ele cumpriu com muito louvor. 

O Papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1870, proclamou São José o Patrono Universal da Igreja e afirmou: “São José, depois de Maria, é o maior de todos os Santos”. Em comemoração aos 150 anos da proclamação de São José como guardião universal da Igreja, o Papa Francisco acaba de dar um grande presente à Igreja: o  “Ano de São José”, marcado pela publicação da Carta Apostólica Patris Corde - em latim “Coração de Pai”. 

Esta Carta, como o próprio título sugere, é cheia de afeto. Nasce do coração paternal de Francisco, que deseja, por meio dela, chegar ao coração de todos os católicos, convidando cada um a conhecer melhor o pai adotivo do Senhor e a sua importância no plano salvífico de Deus. 

É nesse intuito que queremos conhecer um pouco mais sobre São José.

Quem foi São José? 

Antes de mais nada, um homem autêntico, que soube viver com inteligência, fé e total dedicação as circunstâncias nas quais Deus o tinha colocado, reconhecendo nelas a presença do mesmo mistério. Era um judeu observante, portanto, com profunda espera do cumprimento das promessas de Deus para o Seu povo. Ele foi ainda convidado a “cooperar”, num modo único e extraordinário, na Obra da Salvação, tomando consigo Maria como sua esposa e se tornando, portanto, o pai legal de Jesus. De fato, no início da manifestação pública de Jesus, a primeira reação dos habitantes de Nazaré foi a de perguntar: “Não é ele o filho do carpinteiro?” (Mt 13,55)

1 – Homem justo

“A origem de Jesus, o Messias, foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a São José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo”. (Mt 1, 18)
Para começar, precisamos entender o contexto no qual a vida de José e Maria estava inserida. Na tradição judaica, o noivado era muito diferente do que costuma ser hoje: era um período temporário (durava até um ano) entre a própria celebração do casamento e a data a partir da qual os esposos passariam a viver juntos. Um noivado podia ser rompido apenas por razão de morte ou divórcio (Dt 24, 1-4), uma vez que os esposos já estavam legalmente casados nesse período. O noivado tinha natureza jurídica e, para desfazê-lo, era necessário provar a falta diante dos tribunais. José procurava um modo de resolver a questão de Maria em particular, quando o anjo o visitou em sonho.
 

“José, seu marido, era justo. Não queria denunciar Maria, e pensava em deixá-la, sem ninguém saber” (Mt 1, 19)
José era um homem de uma conduta moral cristalina, comprometido a viver de acordo com a lei de Moisés. (Dt 6,25)
Ele tinha uma vida que agradava a Deus! 

São José não queria expor Maria e, por isso, resolveu deixá-la secretamente. Isso porque a lei da época era muito rigorosa para mulheres que supostamente cometiam adultério (Lv 20, 10). Por ser justo, queria poupar Maria e agir silenciosamente. 

2 – Silencioso

“Enquanto José pensava nisso, o anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e disse...” (Mt 1, 20)
A palavra nos fala que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho. O que isso nos ensina?
Que o intuito de José não foi de deixar Maria com uma atitude de impulso, movido simplesmente pela emoção (talvez de tristeza ou decepção). Ele soube esperar. A prova está neste episódio: o anjo falou com ele por sonhos, ou seja, ele foi “dormir”. José fez silêncio e nos mostra que, em certas ocasiões, precisamos silenciar para que a graça de Deus possa operar em nós.

Em Gênesis 2,21 Deus coloca o homem “Adão” para dormir e em seguida Deus lhe dá a mulher “Eva”. Quando nos silenciamos e nos entregamos nas mãos do Senhor, Ele faz o melhor para nós. É preciso deixar Deus nos “colocar para dormir” para que Ele possa trabalhar em nossa vida, e assim nós fazermos sua vontade.
Antes de fazer algo, silencie, reze, deixe o Senhor trabalhar na sua vida, nas situações que você está envolvido. 
Lembre-se que Deus fala quando silenciamos!
Se coloque em oração, silencie, preste atenção na sua respiração, ore no Espírito Santo e com certeza Deus falará em seu coração, lhe dará discernimento e sabedoria.

3 – Homem obediente

“Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado: levou Maria para casa e...” (Mt 1, 24)
A palavra  obediência vem do latim oboedire, que significa  escutar com atenção:  de OB, “atenção”, + AUDIRE, “escutar”. A virtude da obediência, tal como a ação de obedecer, conduz da escuta atenta à ação.
José obedeceu a Deus, porque primeiro escutou. A obediência de São José, se dá em outras passagens bíblicas: a fuga para o Egito (Mt 2, 13), quando mais uma vez um anjo lhe aparece em sonhos e José simplesmente obedece. Novamente o anjo fala (Mt 2, 20) ordenando que eles voltassem para Israel e José obedece.
Mas José não foi obediente a Deus, apenas, ele também foi exemplo de obediência às leis de seu país. Quando César Augusto (31 a.C. – 14 d.C.) decretou o censo, convocando a todos para alistar-se, “José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi”. (Lc 2,4)
Sabe o que chama muita a atenção em São José em sua obediência? É que ele respondia de imediato!
Quando buscamos fazer a vontade de Deus, obedecemos a sua palavra e o direcionamento da Igreja, com toda certeza iremos acertar, mas quando fazemos tudo ao contrário corremos um sério risco de errar e colher as consequências.
Olhemos para a vida da sagrada família de Nazaré:  mesmo com as dificuldades da época, eles estavam sob a proteção de Deus, porque José foi um homem obediente, atento à voz de Deus.
Precisamos com urgência obedecer a Deus, fazer sua vontade, para que nossa vida seja uma vida com sentido.
O mundo precisa de uma geração que saiba obedecer. Esposos que obedecem, filhos que obedecem a seus pais, cristãos que obedecem ao Senhor, trabalhadores que obedecem aos seus devidos superiores, cidadãos que obedecem às leis e a natureza...
Valei-nos, São José!

Perguntas: 
1-    O que aprendo com São José? 
2-    E quais desses três pontos da reflexão eu mais preciso colocar em prática?

 

 


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