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Jesus dá a vida



Salmo: 99 (98)
Leitura: Lc 7,11-17

Por Padre Luis Fernando Soares

À Igreja que se reúne nas casas, Paz!

Introdução: Numa aldeia, perto de Nazaré, morre o filho único de uma mulher, já duramente afligida porque também perdeu o marido. Jesus acompanhado pelos discípulos e por uma grande multidão chega às portas da cidade justamente na hora em que muita gente está acompanhando o féretro para o lugar da sepultura (veja versículo 11,12). Imaginemos estes dois cortejos, um que chega às portas da cidade e outro que está saindo. Comparemos os dois e vejamos o que acontece:

1 – O cortejo de Jesus: “Pouco tempo depois Jesus foi para uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão foram com ele.” (versículo 11). O primeiro grupo é precedido por Jesus, o Ressuscitado, o Vencedor da morte. É formado por pessoas radiantes de alegria, felicidade, que seguem o mestre com passadas rápidas. Este cortejo representa a comunidade cristã, radiante de alegria, porque está junto do seu Senhor, que a conduz para a vida. Aquele (a) que recebeu Jesus em seu coração como Senhor e Salvador e O segue, traz em si a alegria de viver, tem o pleno sentido de sua existência neste mundo.

2 – O cortejo da morte: “Quando ele estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro. O defunto era filho único de uma viúva, e muita gente da cidade ia com ela.” (versículo 12). O segundo cortejo é precedido por um cadáver. As pessoas que participam desse enterro estão tristes, pesarosas, desesperadas, desanimadas e caminham a passos lentos e de cabeça baixa, estão derrotadas pela morte. O segundo cortejo é o símbolo da humanidade que ainda não encontrou Cristo; está caminhando para o cemitério e considera a morte como uma derrota insuportável.

3 – Os cortejos se encontram: “Quando ele (Jesus) estava chegando perto do portão da cidade, ia saindo um enterro.” (versículo 12a). O caminho da comunidade cristã, discípula e missionária de Jesus Cristo, e o caminho dos homens sem esperança um dia se cruzam, e o que acontece então? Não é o grupo de Jesus que se deixa envolver pelo pranto, pelo luto e pelo desespero. Os cristãos não se enfileiram com aqueles que caminham para onde reina a morte. Acontece exatamente o contrário. O “Senhor” se compadece da viúva (que representa toda humanidade, abatida e desesperada), avança, ordena que interrompa sua caminhada em direção da morte e lhe diz: “Não chore” (versículo 13). Em seguida aproxima-se do caixão, toca-o com a mão e diz ao jovem: “Moço, eu ordeno a você: levante-se!” (versículo 14). E o que produz a palavra de Jesus? Uma mudança radical na situação: o choro se transforma num cântico de alegria, os dois grupos se unem num grito de entusiasmo, todos glorificam a Deus, exclamando “Que grande profeta apareceu entre nós! Deus veio salvar o seu povo!” (versículo 16).

Conclusão: Jesus pode mudar nossa vida, pode nos libertar da morte, seja ela como for. Você já entregou sua vida a Ele. Você não precisa mais caminhar para a morte, pois Ele pode lhe dar a vida (alegria e paz). Hoje nossa paróquia, nossa célula; pode repetir o milagre realizado por Jesus sem que nenhuma viúva (humanidade) se sinta sem filhos (esperança, paz, alegria). Como fazer isso? Ganhando pessoas para Jesus. Pois só Ele pode ressuscitar os mortos. Aleluia!

Perguntas
1- De qual cortejo você participa, da vida ou da morte? Você já está no cortejo de Jesus, Senhor da vida?
2- Você já levou alguém que estava “morto” para Jesus?

Boa reunião.
Que Deus o (a) abençoe!

Observação: As citações bíblicas usadas neste texto de reflexão foram extraídas da Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de Hoje, da Editora Paulinas. As numerações dos Salmos podem variar de acordo com a tradução da Bíblia.